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Corte da Selic pode aquecer mercado solar fotovoltaico

Decisão marca o nono corte seguido na taxa básica de juros. Com essa redução, taxa renova mínima histórica.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta-feira (5) reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira de 2,25% para 2%. Esse foi o nono corte seguido na Selic. A decisão foi unânime.

Nesse sentido, de acordo com Bernardo Marangon, especialista em mercados de energia elétrica e diretor da Exata Energia, o corte da Selic pode aquecer o mercado solar, pois atrai novos investimentos e reduz as taxas de financiamento.

“A queda da inflação influenciada pela baixa atividade econômica tem levado a reduções sucessivas da taxa. Com a retomada da economia, espera-se que a Selic suba novamente. Então, a Exata acredita que agora pode ser um momento de oportunidade para buscar investidores e financiamentos para a realização dos projetos”, explica Marangon, ressaltando que, na maior parte do tempo, a taxa teve dois dígitos.

O especialista comentou ainda que, desde o início do Plano Real em 1994 - programa econômico criado para estabilizar a economia do país e controlar os altos índices de inflação - o Brasil vem travando uma guerra contra a Inflação, e a taxa Selic é o principal instrumento utilizado para combatê-la.

“A Selic tem muita importância, pois influencia todas as taxas de juros. Uma redução significa menores taxas de financiamento, menores retornos para investimentos de renda fixa e, na teoria, aquece a economia, gerando uma maior demanda no mercado e influenciando, inclusive, a decisão dos investidores que tendem a buscar investimentos na economia real para obterem melhores resultados”, concluiu.

Para o diretor da Ecori Energia Solar, Arthur Santini, o corte da Selic em 2% também é ótimo para o setor fotovoltaico. "A queda de juros incentiva tanto investidores quanto poupadores a procurar e alocar seu dinheiro em algum lugar para render, uma vez que simplesmente deixar o capital aplicado a juros em algum banco está cada vez menos atrativo. Neste cenário, investir em energia solar é uma opção muito inteligente, pois é considerado um investimento de baixíssimo risco e com retorno excelente", destacou.

Sobre a redução da Selic

O Copom sinaliza que pode haver mais cortes de juros à frente, dependendo do cenário. "Para as próximas reuniões, o Comitê vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual", disse o Banco Central, em comunicado.

Em outubro de 2016, o BC deu início a uma sequência de 12 cortes na Selic. Neste período, a taxa de juros caiu de 14,25% ao ano para 6,5% ano. De maio de 2018 até junho de 2019, a taxa foi mantida no mesmo patamar. Foram dez encontros do Copom sem mudanças na Selic. No final de julho do ano passado, porém, o Copom reduziu a Selic em 0,5 ponto percentual, para 6% ao ano. Em dezembro, a taxa já estava em 4,5% ao ano.

Em fevereiro deste ano, foi reduzida novamente, desta vez para 4,25%; em março, para 3,75%; e em maio para 3% e em junho de 2,25%.

O que é a Selic?

 A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros (financiamentos) e para remunerar investimentos corrigidos por ela. A mesma não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos.

Fontes: Canal Solar, G1